segunda-feira, 8 de setembro de 2008
VALORES CÍVICOS
Assim vamos vendo os valores mais hipócritas do mundo, quando pessoas que levam seus animais domésticos, geralmente cachorros, serem insultadas por que o animal defecou em algum lugar e esta pessoa não juntou o coco então vemos milhares de cavalos cagando e mijando as ruas da cidade e a maior parte da imprensa finge que não vê, os animais cagam por milhões de cachorros e mijam um rio inteiro em cada cidade e parece que isso é normal.
E quando bate o sol então... É ruim de aturar, haja nariz, pois, quem já viu um cavalo mijando sabe que um caminhão de bombeiros passa vergonha perto dele e por que então, o cachorro é considerado a fossa do universo, enquanto caga alguns gramas e o cavalo toneladas.
A prova está em que uma sacolinha só é suficiente para juntar os dejetos deles durante um dia inteiro, enquanto passa a soberba e não vitoriosa cavalaria e os blindados das prefeituras se transformam em verdadeiros cabungueiros de cavalos.
Será isto por que em cachorro não da para montar, ou é pelo tipo de alimento que ingerem, enquanto um come até bosta, o outro come pasto se for assim, eu vou comer pasto para poder cagar no meio da rua e ninguém reclamar.
A gente tem que admitir que seja muito difícil para os proprietários de animais deste porte limparem as ruas, no entanto, a máxima da “lei do mais forte” está mais consolidada ainda com esse tipo de hipocrisia instituída, e quem não estiver contente que amarre uma piscina dessas de mil litros na cola do cavalo e leve junto talvez dê para safar um pouco do nosso nariz.
Pode também a bosta toda que fica dos cavalos ser uma breve lembrança da “merda” que foi feita em 35 e daí, ficar tudo nos centros das cidades.
Jorge Acunha
domingo, 7 de setembro de 2008
A dúvida está entre qual é o pior tipo de acidente, o de veículos automotores terrestres ou do de uma aeronave, que tem capacidade para carregar muito mais passageiros?
Fazendo uma pequena análise do que vem acontecendo nos últimos anos, o trânsito terrestre está se transformando em um verdadeiro caos, até nas cidades pequenas, ninguém acha fácil transitar pelas ruas de qualquer lugar.
No entanto, quando um automóvel (carro) estraga, encoste no estacionamento, ou no acostamento, no caso de rodovias. Mas e o avião? O que acontece quando um avião estraga? Pois é, o fim possivelmente para todos se a aeronave estiver no céu, paradoxalmente, vemos aeronaves desprovidas de alguns recursos transportando pessoas para todos os lugares.
Ai a indagação: você embarcaria em um avião se o piloto dissesse que uma turbina está com problema? Ouse este comandante do vôo que a vistoria da nave está com defeito?
Pois é. Embarca por que isto a gente não fala (Lei Ricupero). Eles escondem tudo que é ruim para não afetar a empresa, ou aos órgãos que controlam o espaço aéreo, gerenciados com o governo.
Porém, na terra temos os guardas, que se sacrificam para tomar o dinheiro dos motoristas e “organizam o trânsito” (é bem verdade que alguns merecem), no ar, dizem que é normal as aeronaves voarem com motores defeituosos, será que alguém ainda está se preocupando com veículos que carregam estes milhões pessoas?
Enquanto na terra milhares de guardas, que talvez até sejam poucos, controlam motoristas, no ar, dizem que é normal as aeronaves voarem com motores defeituosos, e aí? Para que Servem a metade de nossos salários em impostos? Para nos multarem quando queima uma lâmpada, geralmente nos buracos das ruas e nas rodovias, enquanto um piloto de avião poderia ir daqui até o Japão bebendo uísque?
Jorge Acunha
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
FALANDO DO TEMPO, O TEMPO TODO
Parece que estamos nos acostumando a ouvir certas coisas banais, que na maior parte das vezes nem funciona, tem muitas previsões de tempo que, com bola de cristal eles fariam melhor.
A culpa? Incompetência. Apresentadores de programas de rádio e TV que não têm o que dizer falam do tempo, é como aquele sujeito que quer puxar assunto e fala do tempo ou de futebol,...
Chegou ao cúmulo de fazerem uma previsão em um ano destes, que o verão seria frio e, obviamente, ”quebraram a cara”. Mas já está virando moda, quando não tem o que falar do tempo eles começam a fazer previsões para a próxima semana,o próximo mês e até para a próxima estação.
Será mesmo que o povo quer tanto saber do tempo? Em alguns casos eles chagam a abrir programas já dizendo se este frio, ou calor, ou chovendo, como se o telespectador ou ouvinte morasse em uma caverna e não visse a rua.
Ora, senhores, a gente já não sabe se quer mesmo saber de previsão ou atura para não “perder o amigo”, já que os próprios meteorologistas chegam a ficar constrangidos de ficar repetindo duas ou três vezes em um mesmo programa as previsões, que, na maior parte das vezes nem dá certo chegamos a um tempo que a futilidade está dando lugar a noticiários que deveriam ser sérios e perdem a credibilidade até por estranharem quando está muito frio no inverno ou muito calor no verão. Até parece que alguns apresentadores nunca vieram ao Rio Grande do Sul, mesmo tendo alguns passado a vida inteira aqui.
Os comentários das notícias ficam cada vez mais raros, justamente por falta de experiência de alguns, ou pura alienação, dando espaço a este tipo de coisa, que a maior parte das pessoas só de olhar para cima, ou de sentir o vento já sabe, mas em todo caso, se você não souber e também não quer confiar nas previsões, compre uns guarda-chuvas e ande sempre com ele.
Jorge Acunha
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
E O ADOLESCENTE PENSA: PRÁ QUE ESTUDAR?
Estamos então sujeitos a vereadores, deputados, estaduais e federais e senadores, que para fazerem leis, devem somente saber ler e escrever, como para tirar uma carteira de motorista. Talvez por isto tivessem inventado o léxico “leigo”.
E é por isto que o judiciário se entende como o melhor dos poderes, todos vão e eles ficam (“graças a Deus”) para analisar os bons e maus dejetos que deixaram para o povo, claro, o judiciário é composto por pessoas preparadas, com diplomas no sovaco, os quais tiveram que passar por um concurso público organizado pelos legisladores, que sabem ler.
Assim, qualquer dia o guarda da esquina vai ser um médico e o governador um semi-analfabeto, muito diferente de países de primeiro mundo, onde o voto não é obrigatório e somente o sujeito que tem convicções é que procura votar, quem não quer, não elege a pessoa que vai administrar seus suados impostos.
Somos ainda um pequeno mundo de um enorme país que ainda não Sabe o que faz com tantos impostos que consegue arrecadar, já que os políticos vivem para a própria manutenção e dos parentes, até quando vamos continuar assim?
Jorge Acunha
terça-feira, 2 de setembro de 2008
NÓS E A NATUREZA
O fato é que o governo está gastando bilhões com propaganda eleitoral, sendo ela para convencer os mesários que são idiotas brilhantes, ou com por que votar e ter um voto consciente, dinheiro saído de nossos bolsos, o qual não seria necessário de forma alguma, já a propaganda eleitoral gratuita, é paga uma boa parte por nós, apesar de necessária em nossos dias, já que a legislação impede muito e o dinheiro dos candidatos não dá em árvore.
Mas o que devemos comemorar mesmo, segundo a mídia, é o cuidado que temos com os bilhões de pingüins que existem muitos cuidamos, sim, cuidamos, já que os milhões gastos com os bichos saem dos nossos bolsos.
Em um país que crianças passam fome, algumas vendem drogas, ou se drogam para iludir a fome, outras se prostituem para ter o que comer, nós, todos nós, gastamos milhões para cuidar de animais marinhos, que devem saber se cuidar sozinhos.
Parece que cada vez mais, o meio ambiente exige o dinheiro do povo para existir, enquanto o povo come uns aos outros diariamente, seja com crianças que são obrigadas a fazer coisas ruins ou, com crianças que são iludidas com um futuro melhor.
Será que o povo pensa que paga impostos para isto, com todo respeito à vida marinha, quando um ser pagador de impostos quer fazer o bem para crianças carentes ele doa do próprio bolso, quando é para os bichos é obrigado a pagar, já que o governo obriga, será que isto está de acordo com nossa humanidade?
Jorge Acunha
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
NO DENTE DÓI
Disseram que o jovem infeliz é um estudante de odontologia, portanto da área médica, a qual tem como primórdios salvar vidas, que paradoxo. Uma pessoa que está sendo treinada para salvar vidas, matando e, apesar de sua condição mental alterada, achando que o crime foi motivo de deboche, que merda.
Mas isto não é um fato isolado, já que as drogas estão levando jovens a criar quadrilhas, inserirem-se nelas e daí, perderem o sentido de civilidade, o qual foi apreciado por centenas de anos em nosso país.
Neste caso específico, choca por ser um jovem de classe média, com muito dinheiro, talvez com mais condições de se envolver com drogas, ora, que novidade!
O fato é que neste caso o crime aconteceu para mostrar o que estamos fazendo com a área médica neste país, em outros tempos tão promissora de bons lucros, outras estão desenvolvendo profissionais demais e esta parece ser a que mais vantagens poderá trazer para estes jovens que, no mínimo, deveriam fazer algum tipo de exame mental para saberem se sua vocação é trabalhar com vidas humanas ou com outra coisa qualquer, a única coisa que nos resta é que este jovem tem vocação agora, para limpar latrinas somente, esperemos que os órgãos responsáveis pelos profissionais da área tomem decisões a respeito do caso e não deixem prosseguir isto, como fazem sempre a custa do corporativismo.
Jorge Acunha
sábado, 30 de agosto de 2008
A MALDITA FUMAÇA
Tudo bem que existem muitos fumantes que não têm o mínimo de “semancol”, porém, a maior parte tem e não concorda com gente que fuma em locais públicos, onde prejudicam os outros, no mínimo com o cheiro, e também não concorda com abusos no que diz respeito aos não-fumantes. Mesmo assim, o mais idiota dos fumantes sabe que o fumo só produz males para sua saúde, então por que fumar?
Antigamente, a mídia tratava o fumante como a melhor das pessoas, obviamente para vender os produtos que as fábricas de fumo bem pagavam e exigiam, agora proíbem as propagandas e a mídia não leva nada, como conseqüência, o que era bom, até atletas e super modelos faziam propaganda, se transformou em marginalidade.
Ouvi então um comentário do grande jornalista Alexandre Garcia, que nunca fez xixi fora do vaso, segundo ele, condenando quem fuma no próprio domicílio, tal qual um criminoso, isto já é barbarismo da imprensa, quando ajudou a viciar milhões enquanto os cofres enchiam e agora faz campanha pela marginalidade destes fumantes, não acredito ainda que a rede Globo, tão conceituada faça parte da idéia.
Mas isto serve para vermos o funcionamento da imprensa que mostra o que quer e entende o que é bom para o povo ver, sempre seguindo o caminho do cofre, enquanto era pago, o mensalão era omitido, que se pode dizer desde os tempos de colônia existiu, quando as torneiras fecharam, surgiram as denúncias “surpreendentes” de políticos corruptos. Quanta hipocrisia, já que todos sabem que os governos fecham a boca da imprensa e dos parlamentos com cargos, pagam com salários para parecer legal e as bocas ficam bem quietinhas.
Enquanto transformam fumantes em marginais, enquanto caminhões, automóveis e motos expelem fumaça digna de envergonhar uma explosão nuclear. Será que alguém já fez uma pesquisa comparando a contaminação do oxigênio de um caminhão desregulado com alguns milhares de cigarro?
Não, sabe por quê? Todos precisam de caminhões desde trazer alimentos, até levarem os dejetos, que ninguém quer ver, pois o governo nos condenou ao transporte rodoviário que enriquece algumas fábricas de peças, montadoras, empreiteiras, fábricas de pneus, concessionárias de pedágios, uma até dizem ser propriedade de um ex-ministro dos transportes e o próprio governo que consome daí polpudos impostos, além da parte das multas de trânsito, que em trens, aviões e navios inexistem e de muitas outras “aves de rapina”, como diria Getúlio.
Então fica fácil para jornalistas famosos, com conduta ilibada, sem defeitos, pessoas que nunca cuspiram no chão, tirando o defeito que seus automóveis, além dos aviões em que viajam poluírem a atmosfera em uma proporção a milhares de fumantes, dizer que um fumante perto de ti vai te matar.
Como doença ruim, o fumante vai virando um assassino silencioso e poucos percebem que, apesar do próprio presidente vir ao estado para fomentar a indústria do fumo, as pessoas se afastam até por ver a fumaça maldita, esquecendo que só de passar em paradouros de ônibus ingerem muito mais poluição. Criaram um pseudo-medo do cigarro que afasta as pessoas, umas das outras, assim como a gordura afasta o gaúcho do churrasco.
Ora, amigos, sejamos no mínimo sinceros, fumar faz muito mal, aos fumantes e não fumantes, no entanto, utilizar um automóvel faz tanto mal quanto, às pessoas e ao meio ambiente, coisa que nenhum destes Joãozinho-do-passo-certo diz, porque a hipocrisia não permite. Que saudade dos bons fumos de charuto e cachimbo que deixavam o ar perfumado.
Deixemos então um recado para estas pessoas enérgicas contra estes marginais do tabaco: que vão fazer mais sexo, para assim viver um pouquinho mais, e quem não gostar que vá catá coquinho.
Jorge Acunha
terça-feira, 26 de agosto de 2008
PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES
O fato é que se discute há muito tempo sobre a utilização das forças armadas nas ruas, para arrumar o que fazer com os bilhões que são gastos para sustentar nossas fronteiras, diga-se de passagem, não são agredidas há muitos anos, tirando na parte do contrabando, que não é função de forças armadas, assim, a república descobriu que já estamos há muito tempo convivendo com as forças armadas na rua, quando alguma calçada que reside um alto oficial das forças armadas, mesmo sendo pública, existe um fuzil que te proíbe de passar por ali, quando impedem os veículos de passar nas ruas até mesmo quando estão fazendo uma simples corridinha para manter a forma, diga-se de passagem, nem todos que fazem, já que alguns exibem uma barriguinha muito parecida com a do Ari Toledo, aquela que não dá para enxergar certas partes do corpo.
Assim sendo, pagamos o oficial para comandar a tropa, a tropa para proteger o oficial, e todos para se protegerem no quartel sabe-se lá de quem, enquanto nós, ficamos encarcerados por grades em nossos lares pagando impostos até quando compramos as grades.
Agora, na semana da pátria, vamos comemorar mais um ato político do que militar, entretanto, como no período da ditadura militar, podemos ver que as forças armadas é que mandam no país, pois se acham dele proprietária e demonstram aos pseudo-revolucionários, todo poder bélico adquirido pelo povo ao longo dos anos.
Enquanto o povo urge por segurança, gasta milhões para sustentar navios, tanques e aviões que, em breve estarão superados, tal qual os “donos” deles, que vão para a reserva e pouco ligam depois para o que vai acontecer com o país, desde que possam tirar férias em Fernando de Noronha, não que eles tenham produzido isto, no entanto, o pensamento deveria ser, será que temos necessidade de ameaçar alguém com canhões nos tempos modernos?
Jorge Acunha
sábado, 23 de agosto de 2008
DO TRÂNSITO I
Assim o homem inventou a roda e há poucos anos, o automóvel, poucos, obviamente já que se fôssemos comparar o período de vivência da humanidade com o período que nos locomovemos com estes veículos, é uma verdadeira miséria de tempo.
No entanto, parece que a mentalidade humana não acompanha o progresso e transforma o que deveria ser conforto, em arma. Hoje em dia, se um motorista chegar ao seu destino, está apto a receber um diploma de honra ao mérito, o que deveria se chamar, “diploma de sobrevivente”.
Uma das coisas que mais favorece o cotidiano das pessoas, se não for a mais importante invenção de todos os tempos, parece que age justamente contra as pessoas, quando os acidentes de trânsito transformam vidas de pessoas em um verdadeiro inferno, a tênue linha que separa a vida da morte é colocada diariamente à disposição de muitos que sabe-se lá se sabem, ou não, o que estão fazendo quando dirigem.
Estes tempos estão marcaddos por vários atropelamentos de pedestres, os quais inclusive, levando-os à morte, sem mencionar os diários acidentes com motociclistas que já estão virando rotina, e assim passam a ser a normalidade.
Será que alguma coisa não estaria errada neste processo, que deveria ser de deslocamento e transformamos em risco para nossa vida? Onde é que se encaixa o poder público, o qual deveria estar utilizando todos milhões que arrecada com a indústria de multas, com o IPVA, com o seguro obrigatório, que estipula o preço de uma vida em cinco mil reais, impostos até mesmo sobre o pedágio, que pagamos para transitar nas rodovias feitas com o nosso dinheiro, com impostos sobre a gasolina que transforma ela em uma das mais caras do mundo, apesar do Brasil ser agora auto-suficiente na produção do petróleo.
É muito difícil se falar sobre este assunto quando tentamos ser honestos e o governo nos toma o pouco que temos, quando bem entende, seja na cobrança de impostos ou em multas, ou na indústria recém criada de carteiras de habilitação, o que parece uma lisura de trabalho, no entanto, parece que piorou quando os acidentes aumentam consideravelmente na proporção de que os jovens, que obtiveram o direito de dirigir recentemente, é que sofrem mais acidentes.
A única coisa que o governo criou foi a sua própria desoneração quando implantou e vendeu os direitos de CRV’S e CFC’S, no demais, é tudo demagogia, quando multam por não utilização do cinto ou capacete, como se fôssemos debilóides que gostariam de se matar, extintor vencido, como se fôssemos bombeiros e soubéssemos utilizar, e o pior, uma das multas que mais incide e que dá ao governo direito sobre o veículo é a inadimplência do IPVA, quando o motorista passa a ser um marginal e este crime não pode provocar nenhum acidente, já que é somente um papel que está em voga.
O governo é o maior hipócrita nesta situação, quando ele mesmo admite que sem as multas não pagaria as contas, que sem o IPVA antecipado não pagaria o 13º do funcionalismo e que os efetivos de todos os fiscais de trânsito são poucos para o que deveriam observar, ou seja, para te multar existem muitos, para te proteger, quase nenhum, será que isto está certo?
Jorge Acunha
terça-feira, 19 de agosto de 2008
SERÁ QUE ALGO MUDOU?
Será que ainda é a geração Valérioduto de lavagem de dinheiro em propagandas que aflora, ou realmente eles estão convencidos que este dinheiro tão suado, que é retirado do bolso dos pobres, deve ter este destino? Parece que ainda somos os mesmos bobos de sempre que temos que nos orgulhar de ver as autoridades gastando tanto com este tipo de publicidade e ainda forçando o povo a trabalhar de graça como escravos das urnas.
Parece, no mínimo, um deboche desta atividade quando o governo se recusa a pagar qualquer centavo para os mesários e gasta bilhões para convencê-los que estão em situação privilegiada, que fazem parte desta verdadeira massa de manobra que os políticos estão acostumados a ludibriar e envolver a fim de encher os bolsos.
É mais uma prova que o povo não tem vez mesmo, quando nosso dinheiro é tomado, queiramos ou não, e somos obrigados a vê-lo sendo gasto com coisas extremamente desnecessárias, como se fôssemos um bando de irracionais, que não soubesse-mos a função de um mesário ou o papel do eleitor no processo eleitoral, que sempre é a vítima, entretanto, é o único momento em que manda, no qual pode escolher quem vai ou não, representá-lo, se é que podemos chamar assim quem faz isto com o dinheiro do povo.
Convenientemente, os partidos políticos colaboram com seus caixas também não pagando emissoras de rádio e televisão, mas dão um desconto, o de não cobrar impostos nestes horários já que qualquer dia vão inventar o imposto do horário eleitoral gratuito, que deverá ser simbólico, somente alguns milhões para os Marcos Valérios e Dudas Mendonça da vida.
Estamos vivendo um momento no qual as coisas que estão por trás das cortinas afloram e a cara-de-pau dos mandatários é tão grande que nem pensam em esconder, fazem as falcatruas deliberadamente, consumindo com o dinheiro do contribuinte, mesmo que este note que é um verdadeiro escárnio, um deboche, uma situação da qual qualquer contribuinte, ou eleitor, reprovaria.
Chegamos a um ponto que a decência parece não ter vez na política, em que os exemplos dados pelos políticos deveriam ser proibidos para menores e que a vergonha é a característica da pizzaria Brasília.
Agora, uma parcela do judiciário adere a este caos e o que podemos pensar é que nos próximos quatro anos não teremos muitas mudanças disto que estamos, infelizmente, presenciando. Por muito menos já foram instauradas ditaduras e fechados congressos.
Jorge Acunha
publicado em: rádio minuano 19/08/2006
UMA ETERNA QUEDA DE BRAÇO
Então a gente começa a pensar que fazemos feriado nacional para comemorar Tiradentes, o qual foi enforcado pois não queria pagar um quinto do que ganhava para o governo. Enquanto as autoridades homenageiam tal labuta, os impostos já são quase a metade do que conseguimos ganhar, no entanto, os serviços que obtemos com tal extorsão de nossos bolsos são cada vez mais ínfimos, pode-se dizer até mesmo que estamos beirando o caos social, por negligência, incompetência ou simplesmente por desvio de verbas.
Léxicos para isto temos aos montes, talvez até um blog inteiro seria necessário para acusar estas autoridades do que merecem, no entanto, o que está nos faltando, além de mais dinheiro para sustentar o erário público, são pessoas realmente interessadas no bem público, não um amontoado de deputados que ganham milhares de reais para gastar em gasolina, enquanto viajam de avião.
Terminaram com os bingos por que haviam mais autoridades do que se podia imaginar metidas na marginalidade, juntamente com bicheiros e carnavalescos cariocas, o que não é novidade nenhuma, muitos perderam empregos, uma boa parte de idosos perdeu sua diversão enquanto o governo continua faturando bilhões com os jogos de “sorte” da caixa econômica federal, que em poucos sorteios há algum ganhador e em muitos já foi comprovada a lavagem de dinheiro quando até mesmo um deputado ganhou mais de uma centena de vezes e com a maior cara de pau do mundo disse que Deus havia ajudado. Será que Deus ajuda isto? Deve ajudar. já que a única loteria de sorte é a mesma que fornece os resultados do contraventor jogo do bicho.
Os poderes instituídos hoje no país são: executivo, legislativo e judiciário e cada dia mais se houve falar em falcatruas nos três, enquanto pagamos tudo isto com nosso suor, pior que nos tempos da ditadura pois agora sabemos que tudo acontece, como eles fazem suas manobras e ficamos de mãos atadas sempre, pois punição para estes são quase inexistentes.
Mas não deixe de pagar seus impostos em dia, senão o governo te toma um bem ou te chama de ladrão e te põe atrás das grades, com toda a razão pois a legislação, feita pelo congresso eleito por nós mesmos permite isto. quer saber qual é a solução para isto? Vira político.
Jorge Acunha
TORCENDO PELO BRASIL...IL...IL..iuu
O interessante é que nossa seleção resolveu jogar no carteiraço, enquanto que eles vinham sempre para frente buscando o gol, nós, jogando a esmo, enquanto o toque de bola deles crescia com o passar do tempo.
É bom, pelo menos assim estamos vendo o que nos espera na próxima copa do mundo e, sendo jogo de gente grande, talvez tenhamos um técnico mais experiente, mais digno de uma seleção de verdade, uma que mostre um pouco mais de garra, antes de estar perdendo de dois a zero.
Ainda bem que estamos competindo com a seleção feminina também, a qual traz muito mais garra do que técnica, apesar de tê-la, no entanto, a seriedade é que impera e isto é que faz a diferença.
Oxalá tenhamos melhores resultados com a seleção masculina para a copa, já que, até agora, somente pudemos reclamar dos gordinhos da seleção, do Dunga, que é muito esforçado e da sorte, que é muito pouca.
Quem sabe a caixa preta da CBF se abra algum dia para que possamos ter uma verdadeira democracia e não um só dono eterno da seleção.
Jorge Acunha
sábado, 16 de agosto de 2008
ENFIM TEMOS OURO
Brincadeiras à parte, nossos atletas se esforçam ao máximo para manter alguma atitude digna de representar o Brasil em um evento tão importante, porém, quando saem daqui já sabem que todos os tempos dos outros atletas são bem superiores ao deles, no entanto, uma viagenzinha até que não é ruim, eles conhecem lugares diferentes, pessoas interessantes e convivem em grupo, uma coisa cada vez mais impossível neste nosso mundo “moderno”.
Nossos atletas ainda continuam em quinto mundo, pergunte a alguma criança se ela quer ser atleta que você entenderá a questão. Explique para esta criança que ainda têm muitos corredores que, se corressem de pés descalços, ainda estariam melhor que com os calçados atuais, ou que a maior parte dos atletas olímpicos do Brasil se sustentam com profissões as quais pouco se assemelham a esportes e que, estes atletas pouco, ou nada, recebem do país pelo esforço hercúleo ao qual são submetidos.
Ainda somos uma pequena província, em dimensões continentais, na qual o povo ainda se presta para atividades ufanistas que pouco tem a ver com o mundo moderno.
Quem acredita hoje em dia que estes atletas irão competir com alguns de países desenvolvidos, como se ganhassem tal qual um grande jogador de futebol, ainda pode acreditar em Papai Noel que será recompensado com uma vaga no psicólogo.
Não que nossos atletas não se esforcem, estes sim representam algo que devemos admirar, devidos a tudo que são submetidos, assim poderemos entender o choro do menino Cielo, no entanto, vários meios de comunicação, acostumados a transmitir futebol, tratam olimpíada como tal e o ufanismo parece que chega às raias do surrealismo, enquanto o povo fica olhando abismado, cada vez mais desiludido com nosso país e querendo ser banqueiro.
Oxalá o Brasil ganhe muitas medalhas nesta olimpíada, que nossos atletas tenham orgulho de serem o décimo quinto ou o vigésimo oitavo do mundo em alguma modalidade e não o idiota que não conseguiu trazer a medalha que a mídia exigiu.
Jorge Acunha
domingo, 10 de agosto de 2008
Los Macaquitos in Quadra
Dentro desta ótica, (independente de política) estamos aos pés da imprensa, já obcecada pelos valores morais e éticos de certas civilizações que até mesmo expulsam os filhos de casa quando completam uma certa idade e querem conduzir todos os infelizes países de terceiro mundo aos seus conceitos.
Assim sendo, os norte-americanos tentam colocar ao mundo também seus esportes favoritos, que são o Basquete, o basebol, e o futebol americano, os quais poucos países no mundo conseguem aturar.
E nós, que sempre fomos adeptos ao futebol, nos deparamos em pleno domingo pela manhã, com um jogo de basquete entre estados unidos e China, exibido por uma emissora de TV, talvez comprometidos com os sentimentos anglo-saxões, ou não, como se tivéssemos algum tipo de afinidade com isso .
Tenha dó, nem tudo que é bom para esta emissora é bom para o Brasil, nem tudo que este povão vê na mídia é o correto, vamos nos localizar como uma sociedade e não como “macaquitos" de estimação de um certo país que, por ter poder demasiado, começa a perder suas forças. Vamos deixar que eles, já que tão dispostos, salvem o mundo de terroristas e alienígenas, ficando nós salvando nossas crianças do Craque e da fome, com uma vitalidade brutal, já que estes males vão nos atingir de uma forma mais severa.
Se não conseguimos abraçar países que estão ao nosso lado, como irmãos, por quê seguir normas de outros que pisoteiam desde os filho até seus afiliados e ainda chamam isto de “Sonho”.
Jorge Acunha
domingo, 3 de agosto de 2008
TUDO POR DINHEIRO
- O senhor é o Alberico.
- Psiu...” fez ele se encolhendo.
- Mas é o senhor mesmo, eu vi suas fotos ai pela cidade, acho até que vai se eleger, porra..., o senhor ta bem, hein dotô
- fica quieto que eu não posso dizer meu nome aqui, sabe como é, é proibido, a justiça eleitoral me caça. Agora sai da frente que eu quero entrar
- Sinto muito dotô, mas aqui só entrar gay.
- Ta, e daí?
- Daí que o senhor não é gay.
- Sô sim.
- Não é.
- Sô sim.
- Então prova.
- Como é que eu vou te provar?
- Me mostra o namorado.
- Eu não tenho.
- Olha dotô, eu já vi todas as suas fotos e sei que o senhor é espada, por favor, vai pra casa que ai dentro não é lugar pro senhor.
- Porra, meu filho, tem uma pessoa me esperando aí dentro, por favor, não complica
Foi quando o Alberico tascou um beijo na boca do porteiro de língua e ele disse:
- Calma ai dotô eu não sou dessa área.
- Como não, você ta aí.
- Mas e daí? Eu tenho filhos, minha mulher me esperando em casa e sou muito espada, e vaza daqui que o senhor já ta me sacaneando.
- Puta que pariu, o que é que eu tenho que fazer, pra te provar que eu sou gay?
- Olha, dotô se o senhor é gay mesmo faz uma coisa – Marcâo! – gritou ele – Vem aqui que eu quero ver uma coisa.
- Não envolve mais ninguém que fica chato.
- Calma aí dotô...
Nisto chega o tal Marcão e o porteiro fala ao ouvido do Alberico: - Agora eu quero ver o senhor alisá ele, vai lá que eu to vendo.
- Porra – diz o Alberico – Mas eu preciso mesmo fazer isto? Será que não dá pra eu entrar e pronto?
- Dotô, o Marcão tem o maior bilau que eu já vi, se o senhor alisar e der uns beijinhos eu acredito.
- mas que merda mesmo, ta bom, vem aqui ô Marcão, que eu vou te alisar, que nem diz este ai.
O Marcão chegou perto, ele olhou em volta, não viu nada que o comprometesse e começou a massagear o rapaz nos ombros, nas pernas quando o porteiro falou:
- O dotô, vai logo que eu não tenho a noite toda.
- Calma aí meu. Não dá pra ir direto ao assunto, vamos com calma
- to esperando
Aí ele foi até a zona erógena do rapaz e colocou a mão, primeiro aos poucos, depois massageou mesmo até o Marcão ficar excitado, quando o porteiro exigiu:
- Marcão põe pra fora
- Ei – disse o Alberico – Calma ai, aqui não é lugar de fazer isto.
- Então vá pra casa doto.
- Tá bom, me dá logo este troço.
O Marcão botou uma enorme coisa pra fora das calças e o Alberico meteu a mão mesmo, alisou, alisou, alisou até que o porteiro disse:
- Põe na boca, que eu te deixo entrar, Ele fechou os olhos e não pensou duas vezes, abocanhou o “troço”. Nisto chegam vários carros, com sirene ligada e a bronca ficou feia. No outro dia os jornais manchetearam:
- Em uma operação da Polícia federal, um Acessor de Deputado foi preso com mala contendo 250 mil reais, também um candidato a vereador que se encontrava no local fazendo sexo oral em público foi detido.
Jorge Acunha
sábado, 2 de agosto de 2008
Tudo como Dantes...
Ficou muito bom, para as que já estão no negócio, que tiveram os holofotes voltados para si durante os últimos anos e ficam bem faceiros cabresto imposto aos que querem entrar.
Fadados então a uma campanha pobre e medíocre, os candidatos estão mais perdidos que cebola em salada de frutas, dizem que alguns até saem de casa no aniversário dos filho para não afetar alguma nova lei eleitoral, alguns escondem o próprio nome em algum evento, outros vão se esconder no banheiro, mas a maior parte mesmo deixa a carteira de identidade em casa, para não correr o risco de ser reconhecido em algum lugar público.
Dizem que isso é democracia, mais não podemos deixar de admitir que os candidatos que já são conhecidos da grande massa de eleitores estão com muito mais chances do que os novos nesta eleição, a qual privilegia os mais afortunados, aqueles que puderam abrir a boca nos últimos anos, dos quais uma parte, segundo a imprensa não faria falta nenhuma, outra só faz falta atrás das grades e a maior parte tenta fazer a coisa certa, no entanto, é cerceada por corporativismo ou interesses escusos.
Devemos então admitir que as leis eleitorais deveriam também serem levados para os eleitos e ao invés de protegerem políticos corruptos e corruptores, que se por conta de cargos, o que a gente encara como normalidade, deveriam fazer deles gente honesta que denunciassem uns aos outros quando o dinheiro das pessoas não fosse usado para fins próprios e sim para os fins que deveriam, como saúde, educação, e segurança, que inexistem nesse país.
Devemos então parabenizar aos que conseguiram premiar s todos os políticos que estão no poder, praticamente impedindo os que querem renovar as coisas de “aparecer” e deixando na memória do povo somente quem já apareceu. E ainda chamam isto de democracia. Deve ser, em algum lugar.
Jorge Acunha
terça-feira, 29 de julho de 2008
POLÍTICOS E SUAS CONVICÇÕES
Assim acontece com as relações entre a economia e a politicália. Os políticos proibiram propaganda de fumo, no entanto, para fazer a parte social da coisa, o presidente da república veio ao Rio Grande do Sul para fomentar a produção de fumo logo após tendo transformado os fumantes em verdadeiros marginais que têm a intenção de matar outras pessoas com a fumaça de um cigarro, como se os veículos, tanto leves, quanto pesados, não poluíssem muito mais e ninguém quer abandonar seu carrinho na garagem para sair nestes transportes coletivos brasileiros, os quais privilegiam os rodoviários, não por alguns milhões de interesses financeiros, é que aqui trem e navio não serve mesmo, cheirando o sovaco de algum desprevenido.
Em algum outro momento o mesmo governante veio até a base gaúcha para fomentar a venda de vinhos e prometeu mundos e fundos para a área, sabe o que foi que aconteceu? Pois foram liberados os impostos dos vinhos estrangeiros e a lei seca foi criada como se parecesse uma espécie de deboche destas pessoas.
Para garantir uma inflação baixa este mesmo governo fomenta juros obscenos a fim de que o povo não consuma e que as exportações aumentem, mesmo com o dólar em baixa, o que nós é que estamos pagando, com demissões nas empresas, além de tudo. Com isto, os banqueiros enriquecem e o povo empobrece cada vez mais, ou seja, cada vez mais viramos reféns de governos que beijam os pés do capital estrangeiro, mesmo que para isto alguns brasileiros tenham que morrer ou ficar na miséria, ou viver em um submundo dos abençoados estrangeiros que são colocados em um pedestal para nós fazermos referência e alguns filhotes de políticos serem privilegiados nestes países beneficiados. O que nós deveríamos é repensar nossa vida e refletir para que pagamos quase metade do que ganhamos em tantos impostos que confundem até especialistas e os serviços que recebemos estão neste nível.
Jorge Acunha
sábado, 26 de julho de 2008
POSTAGEM NOVA, ASSUNTO ANTIGO
Está virando rotina ouvirmos que o dinheiro do povo não é mais empregado para ele, ferindo o direito principal da constituição que diz: “o poder emana do povo e por ele será exercido”, o que vemos por aí é que o poder de fato emana do povo que é obrigado a votar e pelos banqueiros, políticos e sabe-se lá por que parte do poder econômico é exercido, menos para o povo.
Cabe salientar que este mínimo detalhe poderia destituir uma enorme gama de políticos, até mesmo presidentes e governadores que sugam a metade do que ganhamos e entregam rodovias para pedágios, sucateiam a polícia, pagam uma miséria para professores e gastam fortunas em propaganda para mostrarem seus serviços e assim serem reeleitos e não sofrem pressão das grandes emissoras de TV.
Então esta normalidade parece que não está só tomando conta do povo e sim da mídia que não mostra o que tem que mostrar, somente quando já se articula para partidos políticos e aí detonam com algum outro que poderá eleger muitas peças.
O filho menor de idade é assaltante, no entanto, na presença dos pais, quando preso, é liberado, porém, se o pai imediatamente puxar a orelha, é preso antes de sair da delegacia, isto também é normal.
Aumentam os preços de alimentação básica, transportes, pedágios e qualquer tipo de coisa que o povo tenha que se submeter, mesmo sem aumentar os salários, e isto também é normal.
Tem dinheiro na cueca, tem mensalão, tem sanguessuga, tem deputado corrupto, tem aumento de impostos, tem tarifaço, tem promiscuidade e cocaína no congresso, e isto também é normal.
Tem médico desistindo de trabalhar para o governo, filas quilométricas para se conseguir uma consulta, tem falta de medicamentos no SUS, tem gente morrendo por falta de atendimento e isto é normal.
Tem gente passando fome, falta de empregos, falta de universidades públicas, empresas contratando terceirizadas, uma verdadeira máfia de cooperativas trabalhando para empresas públicas, contratações temporárias e por estágio, burlando as leis trabalhistas e isto já está sendo normal.
Tem acidentes de trânsito por todos os lados enquanto os órgãos responsáveis só querem guinchar quem está com imposto atrasado, já que não deu seu quinhão para o governo, como se isto fosse causar algum acidente, e no entanto, na parte da noite e madrugada, quando os piores acidentes acontecem, a cidade fica sem fiscalização, e isto também é normal.
Até quando será que ficaremos nesta normalidade de obrigações de pagar, pagar e pagar, enquanto as pessoas que detém o poder nos tratam como seus criados, pisam em uma população já tão sofrida enquanto enriquecem. Que Deus nos proteja desta gente. Vote com atenção.
Jorge Acunha
publicado em: rádio minuano 28/11/2006
quarta-feira, 23 de julho de 2008
O QUE É MODA NÃO INCOMODA
Assim elas passaram a serem tratadas como um mero pedaço de carne que deve servir para o prazer, em alguns momentos da civilização os homens tinham tato, elegância, entre outras coisas até mesmo para dizer uma bobagem para elas na rua, hoje em dia são elas que atacam, ou pouco falta para isto, visto que, neste sistema de igualdade, o qual sempre foi exigido por elas, está cada vez mais desvalorizando toda a sensualidade que o homem tanto desejava no passado.
Nestes tempos atuais as coisas que eram tão valorizadas pelos homens vão ficando tão banais que agora as mulheres estão sendo associadas a frutas, quase sempre as com formas arredondadas, obviamente para lembrar as partes mais arredondadas das futuras mamães de muitas criancinhas, é melão, melancia, moranguinho, entre outras coisas que até mesmo as frutas teriam vergonha se soubessem para o que estão sendo lembradas.
O homem, então, perdeu toda a aspiração pelo casamento, junto com o desejo de algo proibido que sentia, já eu o que antes era escondido agora é mostrado com veemência e comprado com muito pouco dinheiro, mas quem será que fez isto?
Será culpa do homem que foi desvalorizando a mulher com o progresso, ou culpa da própria mulher que nesta luta por igualdade desceu alguns degraus e procurou desvalorizar o que era mais cobiçado por eles: a sensualidade, a qual progrediu para a sexualidade
Jorge Acunha
terça-feira, 22 de julho de 2008
FILME DE TERROR
Cada vez mais assistimos estarrecidos tragédias que ocorrem em função talvez do despreparo de alguns, ou simplesmente o medo faz com que os gatilhos sejam puxados aqui e ali. Agora mais uma criança foi cruelmente assassinada por policiais, desta vez no recife, os quais metralharam o carro da família que nada tinha de marginais no interior.
O fato é que pode-se notar que, em ambos casos, os automóveis possuíam filmes nos vidros, o que deixa o carro totalmente escuro para quem está do lado de fora, obviamente não enxergando quem ou o que está no interior.
Tudo bem que está na moda utilizar o filme, seja para moderar os raios ultra-violeta, ou para namorar pelas ruas, isto até pode ser compreensível, entretanto, os veículos de uma família normal, necessitam muito mais de outras coisas do que escurecer os vidros.
Em outros tempos, nossos adolescentes, tinham orgulho de dirigir os carros dos pais, depois, de vergonha, ou por algum outro motivo, começaram a maquiar os carros, tirando o nome e a marca do veículo, em seguida, talvez por conta do namoro, o filme virou outra prática nefasta que pode levar até mesmo à morte em alguns casos como estes ou até mesmo à sobrevivência, como nos casos das grandes capitais onde não enxergando o volume de dinheiro que existe no interior do veículo o bandido prefere não atacar, mas este é o mais raro dos casos, visto que eles preferem mais pelo valor do veículo do que pelo conteúdo.
Entramos então na era do filme, que pode transformar pais de família em suspeitos criminosos, que por mais ilibados que sejam, se estiverem com filmes nos vidros ou uma touca ninja poderá ter o mesmo efeito: idéia do amigo Dionatan, a touca ninja ainda pode prejudicar menos por ser um aparato individual, enquanto o veículo pode matar mais de um.
Havemos de admitir então que pode até ser um dos maiores males a polícia atacar cidadãos honestos como se fossem bandidos, poderíamos até classificar como um dos crimes mais hediondos do mundo, no entanto, estas pessoas que passaram por este tipo de situação irão pensar definitivamente nos benefícios que podem trazer filmes nos vidros dos carros.
Jorge Acunha
quarta-feira, 16 de julho de 2008
De Volta À Estrada
Com os parcos recursos que possuia, conseguiu comprar um lindo fusquinha branco, o qual batizou de machão, já que alguns adoram mesmo botar nome em carro. Testou a viatura por duas semanas, lavando e guardando todos os dias sob uma capa que havia feito com uns cobertores velhos e do rendimento ele dizia a todos os amigos em conversa de bar: “anda que é um louco”, mas foi que em um determinado dia, ele resolveu fazer seu teste na estrada, já que um amigo apostou com ele que o veículo não andaria a mais de cem quilômetros por hora.
Chegando na faixa o “machão” rendeu muito mais do que o esperado e cada vez mais seu Romeu se empolgava até que, em um determinado momento, a guarda que fiscaliza a faixa lhe abordou. Um enorme de um policial, com óculos escuros, chegou até a porta do veículo e disse ao seu Romeu que deveria baixar o vidro, quando ele perguntou:
- o senhor tem certeza?
O guarda nem titubeou, somente gesticulando com a cabeça, com um gesto afirmativo. Aí começaram os problemas, quando seu Romeu abriu o vidro o cheiro indiscritível de um peido que ele tinha soltado há pouco transformou o aroma do ambiente em um verdadeiro esgoto a céu aberto. O guarda, por sua vez, virou-se com um pulo que mais parecia de academia militar e afastou-se, quando seu Romeu ligou o carro novamente. Neste momento, o guarda agarrou-se na porta do carro e já não sabia se o pior era agüentar o cheiro ou deixar o “elemento” fugir, prendendo a respiração tudo o que podia ele ordenou que seu Romeu desligasse o motor, mas isto não era muito fácil já que uma das mãos estava com os dedos indicador e polegar no nariz e a outra fazia um movimento anti-horário como se segurasse a chave do carro, enquanto seu Romeu já arrancava e ele aconpanhava pulando lateralmente, quando tropeçou e caiu, e aí sim ele ficou com raiva, procurando os óculos, que haviam caído e deu um sôco no capô do veículo o que fez com que o motor fosse definitivamente desligado. Nesta hora seu Romeu percebeu que a coisa estava ficando séria mesmo e desligou o carro, mesmo contra a vontade mas fechando novamente o vidro.
Após se recompor o guarda voltou e mandou novamente que ele abrisse o vidro, quando ele perguntou:
- o senhor tem certeza?
O guarda fez um gesto com o dedo indicador e o polegar bem próximos, que significa só um pouquinho e seu Romeu atendeu prontamente.
- sua carteira de habilitação e os documentos do veículo – ordenou o guarda
- pra quê? – perguntou seu Romeu
- é para fiscalização, o senhor por favor não complique mais do que já complicou.
- Quem? Eu não estou complicando, sai somente para testar meu carro novo e o senhor me proíbe de passar.
- Olha, meu senhor, mostre os documentos que eu lhe deixo ir, está bem?
Foi então que seu Romeu entregou-lhe os documentos, o que fez com que o guarda levasse um verdadeiro susto, quando disse:
- como é que o senhor está transitandocom estes documentos?
- Ué, o senhor não está vendo, com as duas mãos no volante como exige a lei – respondeu ele.
- Será que o senhor não entende, além deste veículo estar com dois anos de atraso no pagamento de impostos, a sua carteira de habilitação ainda é das antigas, faz mais de quinze anos que o senhor não presta exames nem renova.
- E o que é que tem isto? Será que eu me esqueci como é que se dirige por causa disto?
- Bom – diz o guarda – isto eu não posso lhe responder, até por que não estou aqui para discutir as leis e sim para fazer com que os motoristas as cumpram. E , neste caso, o senhor deve encostar seu veículo no pátio do posto de polícia e sem discussão, caso contrário nós mesmo iremos faze-lo.
- Mas e o estatuto do idoso? Será que o idoso não tem direito à nada? Será que sempre vamos ser humilhados e reprimidos?
- O senhor não está sendo humilhado ou sei lá o que, o senhor tem é que cumprir as leis tal qual qualquer condutor de veículo. Pra começar, o senhor deve procurar o Departamento de Trânsito assim que puder para colocar em dia tanto a sua habilitação quanto os documentos do veículo.
- O senhor já está debochando de mim né?
- Claro que não, mas por quê o senhor está dizendo isto?
- Ora, sargento, o senhor não assiste TV? Será que o senhor não está vendo toda a sacanagem que estão fazendo? O senhor acha que dá pra confiar em uma carteira de motorista que esta gente emite? Do jeito que as coisas estão, o senhor confiaria seu carro para eles cuidarem? E, mais, o senhor compraria um carro usado deste pessoal aí?
- O senhor me desculpe, mas eu não estou apto a discutir estes assuntos.
- Mas por quê? O senhor também está metido nisto?
- Olha... o senhor não falte com o respeito que eu não gostaria de ter que prender uma pessoa de idade como o senhor.
- Por quê? Para me multar e tomar meu carro que eu paguei, não pedi nada para o senhor ou quem quer que seja, eu sou igual aos outros, para o xilindró eu sou velho demais? O senhor sabe que isto é preconceito?
- Quem sabe o senhor não faz o que lhe mando quieto e eu não o prendo por desacato e desobediência à autoridade? Escuta bem, meu senhor, eu não tenho preconceito nenhum, só estou com pena de ter que lhe prender, é só isto.
- Pena o senhor vá ter da sua vó, cabo, eu é que tenho pena do senhor que estava aqui neste sol, enquanto eu almoçava tranquilamente tomando meu vinho.
- O quê? O senhor está bêbado?
- Que bêbado, que nada, eu só tomei um litrinho, como todos os dias, mas o senhor é preconceituoso sim e, pra mim, até veado o senhor é.
- A não, desta vez o senhor foi longe demais, eu não vou só lhe prendeu, eu vou é te dar uma surra aqui mesmo, velho arrogante.
- Viu só como o senhor é preconceituoso? Ficou todo brabinho porque eu sugeri que o senhor fosse gay, o que é que o senhor tem contra os gays? Agora o criminoso aqui é o senhor, eu vou processa-lo por preconceito e vou dar entrevista a todos os jornais dizendo que a polícia é preconceituosa e ofende os gays que passam por aqui, o enrustida, sai logo do armário.
- De uma vez por todas, agora o senhor vai ter o que quer, eu vou lá chamar o sargento, vou tirar ele do almoço e o senhor vai ver que a cobra vai fumar.
- Por que? Sua mãe não ta?
O guarda saiu na direção do posto espumando de raiva, quando entrou no posto foi direto a um reservado
onde o sargento almoçava e bateu na porta, quando ouviu lá de dentro em um tom bem forte:
- o que foi? Já não falei pra não me interromper no almoço?
- sargento, sou eu, o Oliveira, estou com um problemão aí fora.
- não vai me dizer que é a filha do deputado denovo?
- não senhor, é pior.
- entra aí e me conta.
- sargento, tem um velho aí fora com carro carteira e tudo que pode atrasado, ainda por cima me chamou de preconceituoso e veado.
- e tu deixaste por isto mesmo? Disse o sargento já se levantando de boca cheia, abotoando as calças, colocando a arma na cintura e pisando no chão como um elefante bravo, mas, ao chegarem na porta, o velho já tinha pego o carro e se mandado há muito tempo.
Jorge Acunha
O que Mudou?
Mas o que é roubar do povo? Será que o que eles pensam mesmo é que se o dinheiro dos contribuintes pertence a todos, e assim, ninguém pode se intitular dono e cuidar? Será mesmo isto democracia?
Nos tempos da ditadura ou as coisas não aconteciam com tanta volúpia, ou nós é que não sabíamos devido à pouca liberdade de imprensa, no entanto, o governo era o proprietário absoluto do dinheiro do povo, fazia o que bem entendia com o dinheiro, muitas obras, muitas empreiteiras e alguns ganhando muito enquanto muitos ganhavam pouco, no entanto, os impostos eram muito menores do que quase a metade do que recebemos como é hoje, que sustentamos uma máquina pública infestada de corrupção e corporativismo, sem poder tomar qualquer atitude, pois os conchavos vão tirando o poder do povo e colocando na mão de poucos políticos influentes. Será que alguma coisa mudou? Hoje ainda roubam muito mais e a diferença é que todo mundo sabe, ou seja, não adianta o sistema de governo que eles sempre dão um jeitinho de ferrar o povo.
Pois o senhor Naji Nahas, há alguns anos foi o precursor de um dos maiores, senão o maior golpe que a bolsa de valores já viu. Algemaram ele e quando se pensava que ele estava por aí, gozando a vida com os “seus” bilhões, está novamente algemado, pois além de continuar trabalhando com o mercado financeiro, ainda está envolvido com dinheiro público.
Se é um pobre que passa um cheque sem fundos, pode até mesmo passar anos na prisão, além de ter seu crédito cortado absolutamente pelo SERASA, como o homem tem muito dinheiro, pode fazer o que bem entender que até mesmo o judiciário entrou em conflito por estes coitados que a mídia está mostrando.
Cada dia mais parece que vivemos para sustentar banqueiros e o tal mercado financeiro que só vende “papéis” uns para os outros, além de alardear que o preço dos alimentos tem que subir, já que os norte americanos resolveram transformar os grãos deles em combustível. E, enquanto esta verdadeira guerra de poderes continuar, ninguém sabe quem de fato manda e todos consomem metade do que o povo recebe e pouco fazem para retribuir isto.
Se hoje em dia chegasse aqui um ser de um outro planeta e tentássemos explicar para ele que pagamos tanto assim para termos uma sociedade civil organizada, ele nunca mais pisaria neste planeta, até por que iriam tentar guinchar a nave dele, pois para isto existe muita polícia.
Jorge Acunha
terça-feira, 15 de julho de 2008
Coisas Boas
Começaremos então pelo que conquistamos há muito, como não daria tempo para citar tudo, vamos nos ater a algumas coisas que mais se destacam. Um brasileiro inventou o avião, o meio de transporte mais importante de nossa época, é bem verdade que pouco tempo depois alguns outros transformaram em arma de guerra e invés de matarem alguns começaram a matar milhares, o que não era o objetivo do aparelho, sem dúvida. Agora, o céu está tão lotado de aeronaves que até mesmo enormes congestionamentos existem, quando os usuários gastam, em viagens curtas, mais tempo esperando para embarcar do que levaria o trajeto de automóvel.
Devemos também lembrar o automóvel, uma das maiores invenções depois da lâmpada e hoje em dia o conforto no interior deles faz com que muitos queiram estar em seu interior por horas, é bem verdade que agora morrem mais pessoas no trânsito que em muitas guerras e que nosso oxigênio, assim como a camada de ozônio, estão sendo sugados pela emissão de gases destes veículos, sem contar o avanço das motocicletas, das quais nem é preciso falar os males que estão causando.
O homem inventou então o telefone, meio de comunicação indispensável para todos, pois o que seria de nós se não existisse hoje o celular? É bem verdade que hoje em dia é utilizado em comunicação nos presídios, de onde eles conseguem até mesmo parar uma cidade como São Paulo, além de servir para tráfico e golpes de todos os tipos.
Com o passar do tempo veio o computador portátil e ninguém duvida que os benefícios para a humanidade foram e estão sendo até hoje, descomunais, com ele veio a internet, também fabulosa, quando podemos estar com qualquer pessoa em qualquer parte do mundo, além do acesso a qualquer tipo de informação em qualquer parte da terra, o que é fantástico, é bem verdade que são crescentes os golpes pela internet e a pornografia infantil, o que é uma lástima.
Conseguimos ainda sermos felizes com nosso esporte, com atletas fascinantes como Pelé, Guga, sem contar inúmeros outros do futebol, vôlei, entre outros, a Daiane, tão pequenininha mas a maior do mundo e agora o Pam é no Brasil, é bem verdade que nas administrações não dá para confiar já que coisas de outro mundo acontecem lá no Rio, inclusive com o governo federal enviando um bilhão somente este ano para a estrutura do evento, que possui obras faraônicas, sabe-se lá o que mais não vai surgir depois.
Com a invenção da urna eletrônica, mostramos ao mundo como uma eleição democrática pode ser feita com lisura e rapidez, sem aquele amontoado de gente contando votos de papel por dias, é bem verdade que o que eles fazem dos mandatos depois não convém falar.
As casas ficam cada vez mais confortáveis, no entanto, são necessários alarmes, grades e guardas de rua para cuidá-las, os automóveis seguem o mesmo padrão, blindados ou com vidros escuros, com os motoristas quase tendo um infarto quando alguém se aproxima da janela à noite.
Ainda temos que salientar que a única casa de loterias, a caixa, que se julgava acima de qualquer suspeita e o único jogo que não é de azar no país, vai para uma CPI, por suspeita de lavagem de dinheiro.
E as coisas boas?
Estão todas aí, o homem é que consegue fazer delas coisas ruins.
Jorge Acunha
Publicado em: Rádio Minuano: 03/03/2007
Tire da boca de seu filho e dê para o governo. Vale a Pena
Há pouco tempo, observamos estarrecidos as reportagens sobre escutas telefônicas em presídios que denunciam os mais diversos mercantilismos no interior das casas penais, desde drogas e armas até prostituição podem ser negociados livremente no interior dos presídios por via de telefone celular. Alguns dizem que isto é uma benéficie, já que alguns crimes são impedidos pela polícia quando detectados, entretanto, e os que não são? E os apenados que se valem dos telefones para falar livremente com qualquer pessoa sem deliberadamente falar
Em outros tempos, vigiavam os apenados para que não fugissem, hoje já não é necessário, visto que, pelo que está se notando, nenhum mais pensa em fugir já que mesmo de dentro dos presídios eles controlam quadrilhas e até mesmo encomendam prostitutas para satisfazerem-se nas penitenciárias dos deleites da carne, já que os coitados também são filhos de Deus e exigem também seus direitos à diversão.
Não contentes somente com isto, planejam compras de veículos roubados, próximas ações das quadrilhas e encomendam as drogas que necessitam para traficar no meio, assim sendo, tanto o governo, responsável direto pelo cárcere, quanto os direitos humanos, poderão considerar-se satisfeitos com a recuperação das pessoas que cometem crimes, sejam elas réus primários, que na maior parte das vezes recebem penas alternativas, ou os rotulados como: estuprador fulano de tal, assaltante de bancos tal, ou homicida das quantas, entre outros que nem é bom citar pois levaria o dia inteiro, no entanto, nossas autoridades ainda acreditam que criminosos contumazes, desta natureza, mesmo que cometendo crimes diários quando em liberdade, merecem respeito, dedicação e gastos públicos fantásticos, já que podem se reintegrar à sociedade, sendo novamente cidadãos honestos, enquanto isto não acontece, o povo que se vire ou se tranque sob o auxílio de grades, alarmes e segurança particular, já que a pública está um caos.
Assim vamos vendo nosso sistema prisional merecendo mais atenção do que os cidadãos honestos, fazendo de nossas vidas um temor e o respeito sendo desmoralizado pelo poder público, enquanto gastam 200 mil reais em viagens com o Beira-mar e a polícia tem que poupar combustível, além de alguns deputados chegarem a gastar 10 mil reais em gasolina em um mês no qual estão de férias.
Querem mais paradoxos? Quase todos os deputados envolvidos com escândalos estarão de volta nas próximas eleições e quem falou alguma coisa de ruim contra eles, o que poderíamos até intitular verdades, poderão até serem processados. Enquanto o uso de celular em presídios dá somente uma repreensão, se um contribuinte não pagar o IPVA, o governo toma o veículo dele, ou seja, só quem é punido nesta democracia com cheiro de ditadura é o contribuinte, os delinqüentes fazem o que bem entendem, nas barbas de todos e nada acontece. Chegamos a um ponto de pensar que até mesmo os marginais têm mais direitos que o cidadão honesto, o qual só serve para sustentar corrupção, desmandos e um montão de mentiras que virão daqui a pouco nos horários eleitorais. Dizem que é louco quem rasga dinheiro, e quem paga impostos em dia o que é?
Jorge Acunha
publicado em: Rádio Minuano 22/07/2006
terça-feira, 8 de julho de 2008
Motoristas ou Terroristas?
Assim, quem hoje em dia possui um veículo tem também um sócio, que é o governo, o qual toma seu quinhão ou então o veículo, como se dele fosse, mesmo que nada tenha feito para ajudar a pagar, ou seja, é um sócio proprietário que com nada contribui na aquisição do produto, no entanto tem todo o direito de gerenciar e de receber lucros, tanto na compra quanto no uso, é o melhor negócio do mundo, enquanto o povo se rala trabalhando para comprar e abastecer um veículo, o governo senta a bunda em uma cadeira e leva lucros, mas, isto nós já estamos acostumados e , em nome de nossa própria segurança o .gov nos cobra quinhões mais caros ainda, por exemplo, inventaram um tal kit de segurança, o qual muito poucos sabiam usar e o os que não sabiam tinham o direito de se acharem verdadeiros médicos do trânsito, mesmo assim, a multa era cobrada de quem não possuía o tal kit médico e, quando perceberam o “tiro no pé” que estavam dando, milhões de motorista já tinham comprado o tal kit e meia-dúzia enchido os bolsos. “Negócio da china” . Somente um “Serial Killer” que apareceu na praia do cassino há alguns anos é que encontrou uma utilidade para o kit, ele usava as luvas de borracha para ocultar suas digitais.
Sob o pretexto de segurança, também nos cobram se não tivermos extintor de incêndio em dia, o que também a maioria não sabe usar, mas recebe uma pseudo-autoridade de bombeiro, ou paga a multa. Tem ainda o pretexto do cinto de segurança, que é para a nossa segurança, mas se não quisermos, haveremos de pagar ao governo. Assim sendo, se a segurança fosse o primordial, ao entrarmos no mar, sem um colete salva-vidas, deveríamos ser multados, ou quem é que acha que dirigir sem cinto é menos seguro do que nadar no mar sem coletes salva-vidas, no entanto, é óbvio que multar pessoas é muito mais difícil que automóveis, ou motoristas meliantes, assim sendo, é melhor não “cutucar a onça com vara curta”.
Aí também entram outras coisas, como chave de roda e estepe, que se nós não tivermos, nos estrepamos duas vezes, uma se furar um pneu e outra que a multa também come.
O “ negócio da multa” é interessante mesmo, quanto mais cara é a multa, mais vezes é aplicada. Quer a prova? Antes da “Lei Seca” não apareciam tantos bêbados, com o valor obsceno da multa chovem bêbados no trânsito, uma lei contraditória e arrecadatória, já que ao invés de darem cadeia progressiva, tantos dias quanto for o consumo da “marvada“ pelo motorista, cobram uma fortuna de multa e outra de fiança e, o que tem dinheiro, mesmo que tenha consumido um alambique não passa uma só noite na cadeia, enquanto quem não tem, com uma latinha de cerveja pode passar dias vendo o sol nascer quadrado .
E, se existisse lei neste país que não rendesse algum dinheiro para o governo e vigorasse, as leis de trânsito seriam também cumpridas por pedestres, os quais fazem o que bem entendem, já que ninguém tem placa no rabo e, se forem atropelados, quem responde processo é o motorista, mesmo que tal pedestre esteja bêbado e o motorista sóbrio.
Definimos então, que nesta “democracia”, quase metade do que a gente ganha é pagamento para o governo que faz o que bem quer com o dinheiro, independente do que o povo precisa, somente usando hipocrisias como é o costume na colônia. Uma última pergunta: entrar no mar para nadar bêbado, dá cadeia?
Jorge Acunha
sábado, 5 de julho de 2008
O Consumismo da Violência
Entretanto, se lamentamos por um lado, por outro o progresso alimenta o processo de anti-socialização mórbido ao qual a humanidade vem se submetendo. As redes de TV, na mais pura prova de ganância desenfreada, alimentam as mentes de nossas crianças tanto de cultura quanto de egoísmo e imoralidade.
Enquanto de um lado vemos pseudomúsicos tentando promover-se esfregando-se uns nos outros dentro de uma banheira atrás de um sabonete, de outro o líbido também é a bola da vez, com vários casais presos em uma casa e tendo que se submeter a todo tipo de humilhação do próprio corpo atrás de dinheiro e fama.
Infelizmente é muito difícil saber o que prevê o script de um programa destes, no entanto, é algo que aguça principalmente a curiosidade das crianças e adolescentes, que faz com que eles tenham a impressão tácita de que a vida é um eterno bacanal onde um para sobreviver tem que tirar o outro do caminho, expulsar do ambiente nefasto ao qual se submetem os participantes que, diga-se de passagem, parecem gostar, e como se fosse pouco, instigam os telespectadores (na maior parte adolescentes) a participar do escárnio e serem cúmplices no julgamento e condenação de algum participante a sair da festa e cada vez que acontece isto, mais um ser é corrompido quando compelido a submeter outro que ele nem conhece ao fim da infeliz jornada a qual se propôs, ou seja, nossas crianças também participam ferrando alguém em alguma coisa que nem sabem o que é.
Mas não seria hipocrisia dizer que o que se passa na tal casa não existe? Seria tanto quanto dizer que o que acontece nos motéis diariamente é mentira ou que não existe sexo entre papai e mamãe; entretanto, estas outras coisas até agora as pessoas normais ainda reservavam entre quatro paredes, pois é extremamente desnecessário mostrar para as crianças ou para os vizinhos ou amigos. Isto aguça a curiosidade e o que há bem pouco tempo era mostrado somente quando chegava a hora, hoje a TV promove para qualquer criança que fica em casa imaginando o que é que um bando de idiotas faz embaixo de um edredom depois de passar o dia todo se esfregando uns nos outros, É no mínimo imoral e contribui para a perda do tirocínio dos jovens, assim como para o egoísmo e, principalmente, para a violência contra o próximo. Transforma-os de tal forma que a vontade de ver alguém sair é muito maior do que a de ver alguém se dar bem, pois não existe a pergunta: quem quer que todos fiquem?
E para concluir, o Ministério da Saúde adverte: a propaganda de cigarros está proibida, menos neste tipo de programa.
Jorge Acunha
Publicado em: Jornal Agora 15/02/2003
quinta-feira, 3 de julho de 2008
O que é normal?
Em São Paulo, a normalidade nestes tempos é a luta pelo poder entre o governo e o PCC, que insiste em mandar no estado, governando de dentro dos próprios presídios, sustentados pelo povo que eles eliminam, pelas empresas que eles queimam os ônibus, entre outras que assaltam, matam e fazem o que bem entendem.
Subindo mais um pouquinho chegamos à Brasília onde a normalidade são os golpes, por vezes pequenos, outros grandes, alguns milionários, mas não estamos aqui para discutir a proporção dos roubos, já que os rendimentos saem de nossos bolsos e para eles jamais voltarão, diga-se de passagem, esta normalidade também já é milionária, já que cada vez que surge um escândalo, fala-se em milhares de reais como se fossem trocados.
Lá também tem a normalidade da campanha. Começa a campanha política, pára tudo, nossas autoridades, as quais os militares devem continência e o povo gostaria de ver atrás das grades, que pouco já estavam fazendo, em tempos de campanha dedicam-se gentilmente a não ir mais ao congresso sob este argumento e o pior é que ainda dizem que trabalham muito.
Têm também a normalidade das CPI’S. Todo dia surge uma nova e a normalidade delas é não punir, além de denunciar muitos para mais desgosto ainda dos contribuintes, que ficam perplexos quando vêem estes muitos serem inocentados sob danças, entre outras comemorações que nem convêm mencionar.
Sob os auspícios deles está o país, e a maior parte das coisas que acontece em nossas vidas, como o que vale o nosso dinheiro, tão suado e tão escasso, do qual quase a metade vai para sustentar toda esta corrupção e uma máquina pública que já provou ser cada vez mais inócua para o povo.
Mas vamos subir mais e lembrar da normalidade de Rondônia, onde, ultimamente é prender autoridades corruptas, parece que alguém acordou por lá e, aproveitando o momento, resolveu colocar o lixo para fora, sabe-se lá por quê e em breve a corrupção também vai ser normal, quando se pensa que se um tem o direito de roubar, os outros também.
Assim temos a normalidade também de pagar para andar nas estradas, a de ver hospitais pedindo ajuda financeira para o povo, enquanto o estado é que deveria suprir estas necessidades, a normalidade de se esperar meses por atendimento médico especializado, a normalidade de ver os preços subir mesmo que os salários não subam, a normalidade da violência, de não sair à noite para não ter o carro roubado ou a própria integridade física atingida, além da normalidade de câmeras que irão nos monitorar 24 horas por dia, a normalidade do governo ser dono do trânsito e dos veículos que nele trafegam se não lhe pagarem para isto, além da normalidade de termos nossos veículos literalmente destruídos pelos buracos das ruas e estradas e ainda corrermos o risco de sermos multados por isto, a normalidade de vermos a segurança pública poupando gasolina enquanto os deputados gastam milhares de reais com locomoção própria, até mesmo nas férias e a normalidade dos pobres serem presos e os ricos ficarem impunes, mesmo que roubem milhões.Assim somos obrigados a citar um adágio popular que diz: “o hábito do cachimbo é que deixa a boca torta”, lembrando que se formos considerar nossa normalidade, chega a ser bizarra nossa atual sobrevivência diante de tudo que acontece em nosso cotidiano e que nossas próprias autoridades é que estão dando exemplo de criminalidade e impunidade.
Jorge Acunha
Publicado em: Rádio Minuano 12/08/2006
E os outros?
Perdemos então, a elegância, que dia a dia vai se esvaindo, se escondendo sabe-se lá onde e as relações vão ficando mais rígidas, mais objetivas, é bem verdade, e o corre-corre atrás da sobrevivência desfigura as pessoas, faz com que tudo o que deveríamos estar passando para nossas futuras gerações em termos de elegância seja relegado a um segundo, ou terceiro plano até e nossos jovens vão perdendo cada vez mais uma convivência saudável para logo mais lamentarem por tudo o que perderam.
Em outros tempos, até mesmo os marginais eram mais elegantes, ladrões, assaltantes, e muitos outros proporcionavam para a vítima um certo conforto quando era abordada. Hoje em dia eles primeiro atiram para depois avisar que trata-se de um crime.
Se formos analisar de onde vem saindo tudo isto, podemos nos qualificar como os maiores precursores de tudo isto, quando vemos a ética profissional e política ser deliberadamente enterrada, ou simplesmente corroída e ficamos pasmos perante a tudo o que acontece, a todos os exemplos que nossos jovens admiram de nossos líderes, das autoridades da nação.
Escândalos vão acontecendo dia após dia sem que os verdadeiros culpados sejam punidos e em nosso entorno as coisas vão cheirando mal, o exemplo é cada vez mais nefasto, assim cruzamos os braços e vamos tratando de nossas vidas, aceitando todas estas intempéries até que seja a normalidade das coisas, até que o bizarro seja o certo, o que convém a nossa sociedade detentora do poder econômico nos transforme em verdadeiros acéfalos ou irracionais que pouco fazem para a melhor convivência entre os seres que se julgam racionais.
Estamos em um momento que povos atacam povos impunemente, até mesmo por motivos religiosos, a marginália ataca a polícia, que sabe até mesmo que está dentro dos próprios presídios o comando, que tem até nome, como se fosse partido político, que políticos compram votos de outros para aprovar ou rejeitar leis, que temos um congresso de bonecos, que mesmo que votem em algo que o governo não gostou ele veta e pronto.
Estamos chegando a um ponto que a normalidade é uma coisa bem oposta à ética à elegância e ao convívio social adequado à qualquer povo, onde até mesmo a sensualidade deu adeus à nossas vidas e o sexo se transformou em uma coisa banal. Até mesmo os homens que em outros tempos sofriam para ver uma simples canela, hoje correm da igualdade que as mulheres sempre procuraram.
Jorge Acunha
Publicado em: Rádio Minuano 05/08/2006
terça-feira, 24 de junho de 2008
Prioridades
Com o transbordamento da paciência dos executivos estadual e federal com órgãos como o IBAMA e a FEPAM, percebemos o que está sendo feito com nosso dinheiro nestes órgãos, já que nem o chefe agüenta a arrogância dos funcionários, mas isto é comum no serviço público estatutário e neste ponto é que podemos analisar a terceirização, os contratos temporários e os cargos comissionados como um avanço do sistema legal de admissão de funcionários.
Enquanto o governo manda somente nestes, já que os outros são amparados pela legislação, eles têm que andar na linha, senão o trem pega, como estamos vendo, no entanto, nem todos têm a obrigação de seguir ordens, somente alguns que não possuem uma tal estabilidade, a qual impede que sejam demitidos.
Lembramos então do período da ditadura militar, do regime que seguem os militares e aí perguntamos: não seria melhor para os nossos bolsos e para o desenvolvimento do país a ditadura militar, já que o governo civil admite que não consegue conter certos ímpetos de determinadas autoridades? Seja, ou não, podemos afirmar que em qualquer regime militar isto não acontece.
Enquanto uma empresa privada oferece projetos para alguma coisa, eles levam anos analisando, como se a empresa que ofereceu o projeto merecesse tal tipo de atitude, sem calcular o quanto estas empresas pagam de impostos para obter o resultado, isto quando não é negativo, visto que o sapinho tal, ou a mosquinha tal, ou o passarinho tal podem ser prejudicados em sua evolução.
Aí devemos pensar que nos casos, os quais estão ocorrendo a morte de toneladas de peixes, em vários pontos do país, estas estatais não estão sendo indicadas como negligentes no que diz respeito à fiscalização, que, sem dúvida nenhuma é falha, como temos a prova cabal.
Em alguns lugares, isto se chama “pregar moral de cuecas”, já que enquanto a natureza é arrasada por falta de fiscalização, empresas são punidas por incompetência das mesmas autoridades.
Ambos órgãos já estão sendo vistos como uma espécie de vestibular para as indústrias, que serve para eliminar e não para administrar e mostrar os erros em tempo hábil para que se instalem sem os prejuízos faraônicos que sofrem por conta de uma pseudo fiscalização que é inexistente.
Então fica muito mais fácil cancelar um projeto do que ter que fiscalizá-lo depois, o que é muito mais simples e não dá trabalho, talvez até mesmo um lema dos servidores.Mas e o meio ambiente? Como é que fica em tudo isto? Que tem que ser observado, tem, no entanto, parece que, para esta classe ainda perceber que o dinheiro que os sustenta vêm deste povo que está sendo prejudicado diariamente, falta humildade ou vontade de trabalhar mesmo.
Jorge Acunha
Publicado em: Rádio Minuano 05/05/2007
O que será de nossos descendentes?
Não é de hoje que isto acontece. Desde que o homem inventou a pólvora, transformou-se em mais uma maneira de matar seu semelhante, inventou o avião e daí mais uma arma de guerra que mata em massa, inventou o telefone e agora os golpes se multiplicam cada vez mais, até mesmo de dentro dos presídios, inventou a TV e logo em seguida conseguiu banalizar com pornografia, inventou a política e logo em seguida várias formas de usá-la para roubar, inventou um conjunto de leis no qual os ricos e políticos sempre encontram uma forma de burlar, inventou a elegância e como não ensinou a seus filhos, hoje chamam as mulheres de cachorras, e o pior, elas gostam, inventou a biologia e com ela a guerra bacteriológica, que cria vírus novos todos os dias, inclusive alguns que até hoje não têm cura.
Logo depois o homem inventou o computador, criação magnífica, diga-se de passagem, com ele veio o advento da internet e, como os jovens têm acesso livre, são as principais vítimas, tanto de pornografia infantil quanto de aliciamento para racismos e preconceitos, dos quais eles não fazem a menor idéia por que compartilham. Além disto, ainda têm alguns infelizes que levam alguns milhares de horas criando vírus, futilmente, sabe-se lá por qual motivo, vai ver eles não viram nenhuma virtude na mãe ou no pai.
Parece que estamos fadados a suportar coisas de alguns que fazem milhões sofrerem, assim como nos dizemos racionais, somos capazes de nos matarmos uns aos outros até mesmo por motivos fúteis, coisa que os irracionais não fazem, como este mesmo homem descobriu que podia falar, resolve também falar mal dos outros, mesmo sem ter por que, fica com inveja de seus irmãos mesmo que seja por uma bala que este tenha ganho, confunde, pilha, briga, trata outros com arrogância e prepotência mesmo sem motivo. Mesmo assim, muitos ainda sabem o caminho da generosidade e do apreço por seus irmãos e, sem dúvida nenhuma, estes vivem mais e mais felizes.
As coisas que devem ser elucidadas, como muitas caixas pretas que vemos por aí, dão espaço para outras que não nos levam a nada, somente para os que estão envolvidos com falcatruas, que aproveitam para incentivar estas outras e sumirem.
Até quando o mundo irá suportar este tipo de gente que faz guerras, intrigas, leva à morte milhões de pessoas por ambição, ensina isto para seus filhos e nada acontece com eles, os prejudicados sempre são os mais fracos?
Até quando nossas sociedades serão submissas ao poder econômico, mesmo que tenham que ver milhares sofrerem ou passarem fome e ficar de boca calada?
Não estará no momento de repensarmos o que de fato queremos para nossas próximas gerações?
Jorge Acunha
Publicado em: Rádio Minuano 02/09/2006
Nossos Valores
Jorge Acunha
Publicado em: Rádio Minuano 03/02/2007
domingo, 22 de junho de 2008
AVAREZA
E daí, catarro, tudo bem?
Ele procurou mostrar ao amigo que não gostava de assim ser chamado:
Catarro é a p. q. p.
O homem não gostou e travaram um combate corpo a corpo. Da briga o catarro (perdão, Paulo), passou uma semana com o olho roxo e a perna enfaixada, dizem que depois deste incidente ele ficou mais calmo.
Mas o ca..., Paulo não gostava de fazer exercício sob hipótese alguma, passava o dia inteiro com aquele bundão, que mais parecia um balão de São João meio murcho, colado na cadeira e não levantava nem para arrumar troco, mandava pegar na volta, os que não pegavam, ele embolsava. Uma vez um cunhado dele, o qual ele visitava todo Domingo para almoçar, deu-lhe cinco reais para descontar um, ele disse que não tinha troco e ficou com os cinco. Outro dia parou um fusquinha, destes que andam por aí se arrastando, e ele não tinha troco mesmo, fazendo com que o motorista descesse do carro para arrumar no guinche. Nisto, o carro apagou, o motorista voltou correndo e disse, desiludido:
hiii, não tem bateria, vai ter que empurrar.
Como uma enorme fila começava a se formar atrás e o Paulo já estava meio nervoso, disse ao homem, com muita calma:
Ô, meu, tira esta porcaria daí!
Opa, porcaria não – interpelou o homem.
Tá bom – acalmou-se o Paulo afim de evitar tumulto - mas tira este veículo daí, por favor.
Então vem aqui e me ajuda – disse o motorista.
Não posso – disse o catarro – o médico me proibiu de fazer força.
E como a fila aumentava, alguns já buzinavam, o homem resolveu empurrar sozinho o carro, em vão, a força não foi suficiente, o motorista que vinha atrás fingia não ver e o Paulo (o catarro), ficava mais irritado e quando isto acontecia, todos saiam de perto, pois era descomunal a violência com que peidava o catarro, o cheiro era insuportável, parecia que estava podre aquele catarro. Peido para cá, buzina para lá e o ambiente ficava insuportável, era só poluição, até que o Paulo resolveu ajudar, desceu irritadíssimo do guinche, fedendo tudo o que podia e o motorista, desesperado, disse:
mas que cheiro é este? Será que estourou algum esgoto aqui por perto?
Deve ser – respondeu o Paulo, para sorte dele, naquele dia estavam saindo somente os surdos – mas vamos tirar este troço daqui de uma vez.
Deram uma empurradina e, enfim o carro pegou e depois de fazer alguns gestos obscenos para o catarro o homem foi embora, porém, quando o carro pegou o Paulo caiu de quatro no chão, o que fez com que suas calças rasgassem na bunda, deixando à mostra uma cueca de bolinhas vermelhas e todos da fila riam, o catarro, muito pelo contrário, praguejava, fazia gestos, ficou irado, o motorista mais próximo aconselhou:
se acalme moço, tenha fé que as coisas nem sempre são tão ruins e isto é muito pouco para o senhor ficar assim.
Daí o catarro não agüentou, botou para chorar e respondeu:
olha, meu. Este veado ter feito eu me irritar desta maneira, rasgar minhas calças e empurrar o carro, não é nada, pior é ele ter saído sem pagar.
Jorge Acunha
Publicado:10/1996 Jornal A Hora do Parque
Queridos Amigos
Gostaríamos que cada pessoa do mundo tivesse maturidade suficiente e sensibilidade permanente para saberem o que as autoridades fazem de nossas vidas, no entanto, isto é quase impossível de se conseguir, o que estamos pensando é que se alguns não têm nenhum estímulo para lutarem pelos seus direitos, pelo menos que saibam como procedem algumas atividades que agem contra estes direitos e que, por qualquer outro motivo ainda estejam dispostos a outro tipo de divertimento, livre de qualquer compromisso com partidos políticos ou atividades anti-políticos, tentaremos fazer algo que justifique o tempo que os leitores dedicam para tal, e que nossa pequena manifestação traga algum regozijo ou simplesmente algum tipo de afago a todos os problemas que nossas vidas nos trazem, para tanto, espero que vocês compreendam que nosso prazer é que haja felicidade em nosso relacionamento.
Obrigado
Jorge Acunha